"Quem foi,perguntou o Celo.
Que me desobedeceu?
Quem foi que entrou no meu reino.
E em meu ouro remexeu?
Quem foi que pulou meu muro.
E minhas rosas colheu?
Quem foi,perguntou o Celo.
E a Flauta falou:Fui Eu.
Mas quem foi,a Flauta disse.
Que no meu quarto surgiu?
Quem foi que me deu um beijo.
E em minha cama dormiu?
Quem foi que me fez perdida.
E que me desiludiu?
Quem foi,perguntou a Flauta.
E o velho Celo sorriu."
Vinicius de Moraes
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terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Por não estarem distraídos
Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Clarice Lispector
Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que, por admiração, se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles. Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles. Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração. Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não. Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles. Então a grande dança dos erros. O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto. No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram. Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios. Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.
Clarice Lispector
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
O amor nos tira o sono, nos tira do sério, tira o tapete debaixo dos nossos pés, faz com que nos defrontemos com medos e fraquezas aparentemente superados, mas também com insuspeitada audácia e generosidade. E como habitualmente tem um fim - que é dor - complica a vida. Por outro lado, é um maravilhoso ladrão da nossa arrogância./ Quem nos quiser amar agora terá de vir com calma, terá de vir com jeito. Somos um território mais difícil de invadir, porque levantamos muros, inseguros de nossas forças disfarçamos a fragilidade com altas torres e ares imponentes./ A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura./ Às vezes é preciso recolher-se.
Lya Luft
Lya Luft
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
A vida sem freio me leva, me arrasta, me cega
No momento em que eu queria ver
O segundo que antecede o beijo
A palavra que destrói o amor
Quando tudo ainda estava inteiro
No instante em que desmoronou
Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
Há um segundo tudo estava em paz
Cuide bem do seu amor
Seja quem for
E cada segundo, cada momento,
cada instante
É quase eterno, passa devagar
Se o seu mundo for o mundo inteiro
Sua vida, seu amor, seu lar
Cuide tudo que for verdadeiro
Deixe tudo que não for passar
Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
Há um segundo tudo estava em paz
Cuide bem do seu amor
Seja quem for
Os Paralamas do Sucesso - Cuide bem do seu amor
No momento em que eu queria ver
O segundo que antecede o beijo
A palavra que destrói o amor
Quando tudo ainda estava inteiro
No instante em que desmoronou
Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
Há um segundo tudo estava em paz
Cuide bem do seu amor
Seja quem for
E cada segundo, cada momento,
cada instante
É quase eterno, passa devagar
Se o seu mundo for o mundo inteiro
Sua vida, seu amor, seu lar
Cuide tudo que for verdadeiro
Deixe tudo que não for passar
Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
Há um segundo tudo estava em paz
Cuide bem do seu amor
Seja quem for
Os Paralamas do Sucesso - Cuide bem do seu amor
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favornos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
(Camões)
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favornos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
(Camões)
domingo, 11 de novembro de 2007
"É bom olhar pra trás
E admirar a vida que soubemos fazer
É bom olhar pra frente
É bom, nunca é igual
Olhar, beijar e ouvir cantar um novo dia nascendo
É bom e é tão diferente
Eu não vou chorar
Você não vai chorar
Você pode entender
Que eu não vou mais te ver
Por enquanto
Sorria e saiba o que eu sei
Eu te amo
É bom se apaixonar
Ficar feliz
Te ver feliz me faz bem
Foi bom se apaixonar
Foi bom, e é bom e o que será
Por pensar demais eu preferi não pensar demais
Dessa vez
Foi tão bom e por que será?
Eu não vou chorar
Você não vai chorar
Ninguém precisa chorar
Mas eu só posso te dizer
Por enquanto
Que nessa linda história os diabos são anjos"
Nando Reis - Dessa Vez
E admirar a vida que soubemos fazer
É bom olhar pra frente
É bom, nunca é igual
Olhar, beijar e ouvir cantar um novo dia nascendo
É bom e é tão diferente
Eu não vou chorar
Você não vai chorar
Você pode entender
Que eu não vou mais te ver
Por enquanto
Sorria e saiba o que eu sei
Eu te amo
É bom se apaixonar
Ficar feliz
Te ver feliz me faz bem
Foi bom se apaixonar
Foi bom, e é bom e o que será
Por pensar demais eu preferi não pensar demais
Dessa vez
Foi tão bom e por que será?
Eu não vou chorar
Você não vai chorar
Ninguém precisa chorar
Mas eu só posso te dizer
Por enquanto
Que nessa linda história os diabos são anjos"
Nando Reis - Dessa Vez
sexta-feira, 2 de novembro de 2007
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
terça-feira, 30 de outubro de 2007
sábado, 27 de outubro de 2007
.."Mas quem sou eu além daquela que aqui está?
Sou várias, menos esta.
O que aqui estava, jamais está
E jamais estará
Sou eu a que fui e cada vez mais a que quero ser
Mudo, caio, ergo, sumo, apareço, bato, apanho, odeio, amo…
Mas no momento seguinte será diferente
Posso estar no caminho da perfeição
Cheia de imperfeições
Sou a que você vê…
Ou a que quero mostrar.
Mas se olhar por mais de um segundo,
Verá vários “eus”,
Eu a que fui, eu a que sou e eu a que serei..."
Sou várias, menos esta.
O que aqui estava, jamais está
E jamais estará
Sou eu a que fui e cada vez mais a que quero ser
Mudo, caio, ergo, sumo, apareço, bato, apanho, odeio, amo…
Mas no momento seguinte será diferente
Posso estar no caminho da perfeição
Cheia de imperfeições
Sou a que você vê…
Ou a que quero mostrar.
Mas se olhar por mais de um segundo,
Verá vários “eus”,
Eu a que fui, eu a que sou e eu a que serei..."
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
terça-feira, 16 de outubro de 2007
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
O caracol é hermafrodita, no entanto tem que acasalar para haver fecundação. O ritual de acasalamento dura cerca de 10 horas e pode ocorrer várias vezes. O período que decorre desde o acasalamento até à desova varia consoante a temperatura, mas ronda os 15 dias. Para pôr os ovos, o caracol escava um buraco na terra com 3 a 4 cm de profundidade, no qual introduz a parte anterior do seu corpo. Cada postura dura várias horas e o caracol põe entre 60 e 150 ovos com 4 mm de diâmetro. De seguida, o caracol cobre o buraco, iniciando-se a fase de incubação (14 a 30 dias, de acordo com a temperatura). Quando se dá a eclosão dos ovos, o caracol nasce já formado, com uma casca de 3 mm e pesa em média 27 mg. Fica no seu "ninho" durante alguns dias, alimentando-se dos resíduos orgânicos e dos restos dos ovos.
que amor.. =)
que amor.. =)
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
"Fizeram a gente acreditar que um de nós é a metade de uma laranja. E que a vida só ganha sentido quando encontrarmos outra metade. Não nos contaram que já nascemos inteiros e que ninguém em nossas vidas merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta... A gente só cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada dois em um. Duas pessoas agindo igual, pensando igual... que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso chama-se ANULAÇÃO. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são maisamados...Que os que transam poucos são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto... Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula para ser feliz, a mesma para todos. Não nos contaram que estas fórmulas são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas...Ah! também não nos contaram que ninguém vai contar isso tudo para a gente, cada um vai descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém."John Lenon
domingo, 16 de setembro de 2007
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
terça-feira, 11 de setembro de 2007
domingo, 2 de setembro de 2007
"Olhe para a pessoa que lhe causa aborrecimento e tire proveito da oportunidade para controlar a própria ira e desenvolver a compaixão.
Entretanto, se o aborrecimento for muito grande ou se você achar a pessoa tão desagradável que seja impossível agüentá-la, talvez seja melhor sair correndo!" (Dalai Lama)
sábado, 11 de agosto de 2007
"Quem pode dizer para onde vai a estrada?
Para onde o dia flui?
Só o tempo ...
E quem pode dizer se o seu amor cresce,conforme seu coração escolhe?
Só o tempo...
Quem pode dizer por que seu coração suspiraconforme seu amor voa?
Só o tempo
E quem pode dizer por que seu coração chora,quando seu amor morre?
Só o tempo...
Quem pode dizer quando os caminhos se cruzam,
que o amor deve estar em seu coração ?
E quem pode dizer quando o dia termina,
se a noite guarda todo o seu coração? se a noite guarda todo o seu coração...
Quem sabe?
só o tempo..."
Enya - Only Time
Para onde o dia flui?
Só o tempo ...
E quem pode dizer se o seu amor cresce,conforme seu coração escolhe?
Só o tempo...
Quem pode dizer por que seu coração suspiraconforme seu amor voa?
Só o tempo
E quem pode dizer por que seu coração chora,quando seu amor morre?
Só o tempo...
Quem pode dizer quando os caminhos se cruzam,
que o amor deve estar em seu coração ?
E quem pode dizer quando o dia termina,
se a noite guarda todo o seu coração? se a noite guarda todo o seu coração...
Quem sabe?
só o tempo..."
Enya - Only Time
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
"Guardo pra te dar
as cartas que eu não mando
Conto por contar
E deixo em algum canto...
...Eu fico imaginando
Sua casa e seus amigos
Com quem você se deita
Quem te dá abrigo
Eu me lembro que eu já contei com você...
E as pilhas de envelopes
Já não cabem nos armários
Vão tomando meu espaço
Fazem montes pela sala
Hoje são a minha cama
Minha mesa, meus lençóis
E eu me visto de saudades
Do que já não somos nós..."
Leoni
as cartas que eu não mando
Conto por contar
E deixo em algum canto...
...Eu fico imaginando
Sua casa e seus amigos
Com quem você se deita
Quem te dá abrigo
Eu me lembro que eu já contei com você...
E as pilhas de envelopes
Já não cabem nos armários
Vão tomando meu espaço
Fazem montes pela sala
Hoje são a minha cama
Minha mesa, meus lençóis
E eu me visto de saudades
Do que já não somos nós..."
Leoni
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